RECRIAÇÃO

“Não há aí nenhuma limitação à atividade criadora, nenhuma sobrevivência de autor, pelo contrário. Há sim, uma soma

de esforços de artistas que consequentemente sabem

um ato de criação coletiva para a coletividade”

João das Neves

A menina que sonhava

Ano: 1964-1984 Direção: João da Neves Elenco: Grupo Opinião. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

A menina que sonhava

Ano: 1964-1984 Direção: João da Neves Elenco: Grupo Opinião. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Peça O Último Carro

Ano: 1964-65/1976 Direção: João das Neves Informações complementares: Uma característica importante do elenco é a quantidade e a variedade de experiências. Foram colocadas em cena aproximadamente 40 pessoas mesclando atores com experiência e outros que nunca tinham atuado. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Peça O Último Carro

Ano: 1964-65/1976 Direção: João das Neves Informações complementares: A peça é dividida em dois atos: o primeiro narra vários episódios ocorridos na estação do trem; e o segundo o desespero dos usuários quando percebem que o trem está sem maquinista e prestes a se chocar. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Peça O Último Carro

Ano: 1964-65/1976 Direção: João das Neves Informações complementares: A peça foi considerada o maior sucesso da temporada teatral carioca, arrebatando diversos prêmios, entre eles, o Mambembe e o Molière, nas categorias de melhor texto e direção. Em 1977, a peça estreou em São Paulo convidada para participar da Bienal e repetiu o sucesso conquistado na temporada do Rio de Janeiro. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

A menina que sonhava

Ano: 1964-1984 Direção: João da Neves Elenco: Grupo Opinião. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Peça O Último Carro

Ano: 1964-65/1976 Direção: João das Neves Informações complementares: Parte interna do trem "metrô" registrado o cenário revolucionário proposto por João, recriando o teatro comum. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Peça O Último Carro

"O último carro é um trabalho que retoma em [19] 76 um fio perdido há algum tempo. [...] É um texto que o povo brasileiro é agente e paciente, autor e interprete de si mesmo. Seu universo é o dos subúrbios cariocas, onde vivem mais de 65% da população útil do Rio de Janeiro”. Ainda que diferenciados, todos os personagens são socialmente marginalizados, tais como: operários, mendigos, prostitutas, bêbados, camponeses, assaltantes, entre outros.

O Último Carro

Ano: 1964-65/1976 Direção: João das Neves Informações complementares: Criatividade do ambiente cênico. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

O Último Carro

A peça O Último Carro é escrita por João das Neves (1934), durante os anos de 1964 e 1965. Em 1966, ganha o prêmio do Seminário de Dramaturgia Carioca, mas só pode ser encenada dez anos depois, produzida pelo Grupo Opinião. Em março de 1976 a montagem estreia no Rio de Janeiro e faz uma longa temporada na cidade. De acordo com Sábato Magaldi (1927), a montagem tem grande sucesso do ano de 1976. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

A menina que sonhava

Ano: 1964-1984 Direção: João da Neves Elenco: Grupo Opinião. Informação Complementar: Desde sua fundação, o Opinião privilegia a arte popular e abre espaço para shows com compositores das escolas de samba cariocas, influindo não apenas na a mudança de gosto do público como, facilitando a disseminação da cultura periférica nos grandes centros de divulgação cultural. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Um homem é um homem

Ano: 1974 Texto: Bertolt Brecht Direção: João da Neves Elenco: Grupo Opinião. Informação Complementar: “Um Homem é um Homem” é uma peça escrita e várias vezes reescrita por Brecht, entre 1926 e 1956, ano de sua morte. É uma comédia que se situa numa fase de transição e de formação da teoria brechtiana sobre o chamado teatro épico. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

João das Neves proporcionou múltiplas experiências a seu público. Na sua trajetória como dramaturgo, são muitos exemplos que representam sua inventividade e as formas de (re)criar as práticas teatrais. Exemplo disso, quando criou o grupo Os Duendes, levou o teatro para fora do centro da cidade, atuando na periferia do Rio de Janeiro. Outro fato, já no CPC, viajando com uma carreta-palco, em uma espécie de teatro itinerante, trouxe sua arte para várias outras cidades fazendo “uma ponte entre um teatro feito meramente na rua e o teatro tradicional”.

Na década de 70 propôs uma nova forma de teatro com a peça O Último Carro, um texto de sua autoria e direção. No processo de elaboração da obra, o dramaturgo recriou uma ordem comum de teatro, onde em seu espetáculo não tinha um “ou mais” protagonistas entre os atores. Outro propósito com essa peça foi inverter os lugares do público, colocado ao centro do teatro, e os artistas e o palco posicionados ao redor.

Nos anos 80, durante sua vivência no Acre, João cria o Grupo Poronga. O uso da interação do público com a arte e espaços não convencionais foi marcante para criar cenários e papéis não usuais ao teatro. No mesmo período, ele interage com a Nação indígena dos Kaxinawás, onde propõe a criação da peça Yuraiá - O rio do nosso corpo “que não chegou a estrear”, trazendo o teatro a um lugar pouco difundido, evocando discussões e criações naquela Nação.

 Ao se mudar para Belo Horizonte, no início dos anos 90, João adaptou para o teatro o Primeiras Estórias, livro de contos de Guimarães Rosa. Durante a produção da peça, foi criado um curso teatral no Parque Lagoa do Nado para atores amadores. A peça em si foi feita aproveitando todo espaço do Parque, com elenco amador e acontecendo várias cenas ao mesmo tempo.

Nas palavras de João "a cidade percebeu que espetáculos importantes podem acontecer fora dos espaços tradicionais" e afirma que: “O teatro não nasceu em espaços fechados: nasceu nas festas populares, as dionisíacas, onde as pessoas se embebedavam, amavam, cantavam, dançavam. Hoje, acho que o teatro está entediado de imitar a televisão e procura agora voltar às suas origens, arrebentando os espaços, reencontrando sua verdadeira forma de ser teatro, uma forma mais vigorosa, muito mais bonita”.

Quando a peça estréia de fato, João afirma, em mais uma cidade, seu teatro inovador e sua luta pela descentralização cultural.

Lenda do Vale da Lua

Ano: 2015 Texto: João das Neves Direção: Wilma de Souza Elenco: Sabrina Petraglia, Jacqueline Sato, Daniel Granieri, Vitor Placca e Cristiano Meirelles Informação Complementar: A raiz desta folia em forma de teatro está no bumba-meu-boi. Bonecos "fantoches" usados no espetáculo. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Lenda do Vale da Lua

Ano: 2015 Texto: João das Neves Direção: Wilma de Souza Elenco: Sabrina Petraglia, Jacqueline Sato, Daniel Granieri, Vitor Placca e Cristiano Meirelles Informação Complementar: Apresentação da peça. Foto de um espectador. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Lenda do Vale da Lua

Ano: 2015 Texto: João das Neves Direção: Wilma de Souza Elenco: Sabrina Petraglia, Jacqueline Sato, Daniel Granieri, Vitor Placca e Cristiano Meirelles Informação Complementar: Jorge e Suzana moravam no Vale da Lua e tinham dois filhos: Carlos e Lúcia. Numa noite elas inventaram um boizinho para brincar, mas a brincadeira foi parar na cidade grande. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Primeiras Estórias

Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Primeiras Estórias - 1992

Da perspectiva da estética cênica são utilizados elementos diferenciados, como dança-teatro, bonecos, sons e elementos visuais. A trilha é composta pelo argentino Rufo Herrera (1933), que constrói, com os atores, instrumentos elaborados a partir de sucata e material reciclável. A preparação vocal é realizada pelo barítono Eládio Perez Gonzalez e o trabalho corporal por Mônica Medeiros, na época integrante do grupo Oficina Multimédia.

Primeiras Estórias

Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Informação Complementar: Entre as diversas cenas e os múltiplos espaços é construído um mosaico da obra de Guimarães Rosa, articulando a poesia do autor ao espaço não convencional de criação artística. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Primeiras Estórias

Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Informação Complementar: Os cenários foram montados em vários espaços e intercalavam cenas dentro da sede do Centro Cultural, ao ar livre, na margem da lagoa, dentro de piscina desativa, entre outros. Haviam cenas que apenas dois espectadores poderiam acompanhar, como era o caso de Nenhum, nenhuma que transcorria dentro de um quarto. Outras, como Sorôco, Sua Mãe, Sua Filha, tinham capacidade para mais de 300 pessoas. Acervo: DICOLESP/UFMG

Primeiras Estórias

Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Informação Complementar: Aproveitando a extensão do parque, as cenas ocorrem em diferentes locais e com variadas durações. Apesar de algumas delas unificarem o espetáculo, em vários momentos o público é levado a escolher qual cena irá assistir, uma vez que muitas delas são encenadas ao mesmo tempo, chegando a ter atividades em quatro pontos do parque simultaneamente. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Primeiras Estórias

Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Informação Complementar: Titulo: Primeiras Estórias. Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Informação Complementar: Inicialmente convidado apenas para ministrar a oficina, a encenação não é previamente planejada pelo diretor. Mas, diante do bom desenvolvimento do processo de trabalho, a Secretária de Cultura sugere a montagem da peça. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Primeiras Estórias

Ano: 1992 Texto: Guimarães Rosa Direção: João da Neves Informação Complementar: A peça Primeiras Estórias, baseada na obra homônima do mineiro Guimarães Rosa (1908-1967), é dirigida por João das Neves e encenada em Belo Horizonte. A montagem surge de um processo de criação espontâneo, quando o diretor é convidado para ministrar uma Oficina de Formação de Atores no Parque Ecológico Lagoa do Nado, durante a gestão de Berenice Menegale na Secretaria Municipal de Cultura. Acervo: DICOLESP/UFMG

A Mãe

Ano: 1985 Texto: Bertolt Brecht Direção e Tradução: João da Neves Informação Complementar: O contexto é de redução salarial, greves e luta de classes. Mas a peça só foi estreada no inicio da década de 30, período que dividiu as águas entre a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, e a recuperação económica mundial. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

A Mãe

Ano: 1985 Texto: Bertolt Brecht Direção e Tradução: João da Neves Informação Complementar: A mãe, viúva e mãe de um operário, aprende a ler depois de distribuir panfletos da greve para ajudar o filho. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

A Mãe

Ano: 1985 Texto: Bertolt Brecht Direção e Tradução: João da Neves Informação Complementar: A peça, escrita por Bertold Brecht com base em romance homônimo de Máximo Gorki, foi traduzida e dirigida por João. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG

Se eu tivesse meu mundo

Ano: 1973 Texto: João do Valle e Paulo Guimarães Direção: João da Neves Elenco: Grupo Opinião. Informação Complementar: João do Valle em parceria com João das Neves, depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou em 1973 o musical “Se Eu Tivesse o meu Mundo”. Acervo: Acervo Pessoal João das Neves - DICOLESP/ UFMG